Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, levaram vários passos adiante o conceito de implantes cerebrais e criaram uma interface cérebro-máquina que não apenas transforma sinais cerebrais em movimento, mas que também evolui com o cérebro à medida que ele aprende.
O implante cerebral mais avançado que existia até hoje funciona como um verdadeiro robô, sendo capaz de rastrear os neurônios para captar melhor os sinais dos neurônios. Mas esta é a primeira vez que uma interface neural consegue aprender e evoluir.
Interface cerebral inteligente
Em vez de simplesmente interpretar os sinais elétricos dos neurônios de determinadas partes do cérebro e utilizá-los para acionar uma mão ou uma perna robótica, o novo implante construído pela equipe do Dr. Justin Sanchez será capaz de se adaptar ao comportamento da pessoa ao longo do tempo e usar esse conhecimento acumulado para completar as tarefas motoras de forma mais eficiente.
"No grande quadro das interfaces cérebro-máquina, esta é uma mudança completa de paradigma," diz Sanchez. "Esta idéia abre todos os tipos de possibilidades sobre como interagimos com os dispositivos. Não se trata mais apenas de dar instruções, mas de como esses dispositivos podem nos assistir em um objetivo comum. Você conhece o objetivo, o computador conhece o objetivo e vocês trabalham juntos para completar a tarefa."
Comunicação de mão-dupla
Para que essa mudança de paradigma fosse possível, os pesquisadores transformaram o implante cerebral em um sistema de comunicação de mão-dupla, no qual a interface "ouve" os sinais do cérebro e transmite seus próprios sinais para os neurônios.
É como se o implante deixasse de ser uma simples prótese para se transformar em um verdadeiro assistente. Por enquanto o equipamento só foi testado em camundongos.
Movimentando um braço robótico com o pensamento
Para criar a interface cérebro-máquina inteligente, os pesquisadores desenvolveram um sistema que estabelece objetivos e dá prêmios quando esse objetivo é alcançado. Os ratos deviam mover um braço robótico apenas com seus pensamentos. Quando eles conseguiam, recebiam uma gota de água.
O objetivo do computador, por outro lado, era conquistar o maior número possível de pontos - quanto mais perto do objetivo o braço robótico chega, mais pontos o programa recebe.
Isto faz com que o programa detecte quais sinais do cérebro do rato leva-o a conquistar o maior número de pontos. Na próxima vez, o implante verifica se o pensamento do rato foi mais eficiente. Se não foi, ele induz os sinais correspondentes ao maior nível de eficiência já alcançado, tornando o processo mais eficiente para o rato.
Bibliografia: Brain-Machine Interface via Reinforcement Learning J. DiGiovanna, B. Mahmoudi, J. Fortes, J. C. Principe, Justin C. Sanchez IEEE Transactions on Biomedical Engineering July 2008 Vol.: In Press
Como é que partículas invisíveis de ouro, desconhecidas até agora, poderiam ajudar a encontrar novas minas do precioso metal? O que à primeira vista pode parecer sem sentido vai tornar-se realidade graças a uma descoberta que acaba de ser feita por cientistas australianos.
Metalogênese
Compreender como os metais cristalizam e como esses cristais se aglomeram em pontos específicos da crosta terrestre é o foco de uma disciplina da geologia chamada metalogênese. Sabendo com precisão como os depósitos minerais se formam torna-se muito mais fácil descobrí-los.
É o que deverá acontecer agora, depois que a equipe do Dr. Robert Hough descobriu nanopartículas de ouro que nunca haviam sido observadas na natureza. E não porque elas nunca haviam sido encontradas, mas porque elas são virtualmente invisíveis.
Ouro invisível
"As nanopartículas de ouro não tinham sido identificadas antes porque elas são transparentes aos feixes de elétrons [do microscópio eletrônico] e são efetivamente invisíveis," diz o Dr. Hough.
Os cristais normais de ouro encontrados nos chamados aluviões - veios de ouro depositados em partes porosas de rochas depois que o metal foi dissolvido de sua fonte primária - sempre apareceram nos microscópios cercados por uma camada escura cuja composição era desconhecida. O que o Dr. Hough descobriu é que essa banda escura é formada por cristais de ouro invisível.
A descoberta é importante para a indústria porque as nanopartículas e nanoplacas que o ouro invisível forma possuem propriedades físico-químicas diferentes dos cristais tradicionais de ouro, permitindo que ele seja estudado com vistas a aplicações tecnológicas.
Mais importante ainda será para a indústria da mineração, já que a descoberta significa que seus depósitos podem ter muito mais ouro do que se acreditava.
O material estudado pelo Dr. Hough, por exemplo, não apontava nenhum teor de ouro pelos métodos tradicionais. Contudo, conseguindo detectar o ouro invisível, ele descobriu que o minério continha 59 partes por milhão de ouro puro.
Uma diferença dessas poderia viabilizar uma nova mina, principalmente agora que a onça-troy de ouro está cotada ao redor de mil dólares.
Vai começar o processo de polimento de cinco lentes gigantescas que comporão uma das maiores câmeras já fabricadas e que será instalada no telescópio Blanco, situado no Chile.
Cada passo na fabricação dessa sofisticada câmera está sendo comemorado pelo cientistas, que se sentem cada vez mais perto de desvendar a energia invisível que os cosmologistas acreditam que forma cerca de três quartos de nosso Universo e que é responsável pela sua expansão.
Composição do Universo
As observações feitas até hoje sugerem que apenas 4% do nosso Universo é formado pela matéria comum. Outros 22% são feitos de Matéria Escura, o que deixa nada menos do que 74% por conta da até agora chamada Energia Escura.
É para procurar vestígios dessa energia escura que está sendo fabricada uma das maiores e mais precisas câmeras já feitas pelo homem, batizada de DES (Dark Energy Survey). A câmera utilizará cinco lentes, a maior das quais tem um metro de diâmetro.
Desvendando a Energia Escura
Entre os anos de 2011 e 2016, os cientistas esperam utilizar a DES para mapear 300 milhões de galáxias com uma precisão muito superior à alcançada pelas observações atuais. O polimento das lentes alcançará uma precisão inédita de 1 nanômetro.
"A Energia Escura é um dos maiores quebra-cabeças de toda a Física, baseando-se em um conceito proposto por Einstein a mais de 90 anos. As observações da DES vão nos dizer se Einstein estava certo ou se nós precisamos dar uma guinada em nosso entendimento do Universo," comenta o professor Ofer Lahav, coordenador do grupo de pesquisas.
Número de mortos em terremoto na China pode chegar a 50 mil
Marina Wentzel De Hong Kong para a BBC Brasil
Mochilas estão jogadas fora de escola desabada
O número de mortos no terremoto que sacudiu há três dias a província chinesa de Sichuan, no sudoeste do país, pode chegar a 50 mil.
Segundo os últimos dados compilados pelo governo, há 19,5 mil mortes confirmadas e 30 mil pessoas ainda estão soterradas. Outras 15 mil estão desaparecidas e 65 mil ficaram feridas.
A China estima que 10 milhões de pessoas tenham sido afetadas pelo tremor.
O vice-ministro da Saúde chinês, Gao Qiang, afirmou nesta quinta-feira que o terremoto de 7,9 graus na Escala Richter "é o pior desastre da história recente da China".
"Este é o pior desastre natural da República Popular da China", disse ele, em referência ao nome adotado pelo país após a revolução de 1949.
Reforço
A China está enviando mais 50 mil soldados para ajudar os cerca de 30 mil que já participam dos esforços de resgate.
Gao Qiang disse que as buscas irão continuar independentemente do fato de que a cada hora que passa diminuem as chances de encontrar sobreviventes.
“Nós não vamos nunca desistir de ter esperança”, afirmou.
O número de vítimas, no entanto, vem aumentando à medida que as equipes de emergência penetram nas áreas mais atingidas.
Cidades e vilarejos na província de Sichuan foram os mais castigados. Entre as vitimas fatais já confirmadas, 500 estão em Wenchuan, 5.430 em Mianyang, 6.049 em Deyang, 1.215 em Chengdu e 711 em Guangyuan.
Dos 12 mil habitantes de Yingxiu, apenas 3 mil sobreviveram.
Na escola de Dujiangyan, onde pelo menos 900 crianças estavam soterradas, 270 mortes foram confirmadas até o momento.
Em Sichuan, 64.040 vítimas do terremoto estão internadas e 12.587 apresentam ferimentos graves, informou o ministro.
O governo alocou 200 milhões de yuans (cerca de R$ 47 milhões) para a compra de medicamentos e equipamentos e outros 200 milhões yuans para cobrir os gastos com a operação de resgate.
Resgate
As forças de resgate ainda não conseguiram chegar a três vilarejos que ficam em encostas montanhosas nas cercanias do epicentro.
Nesta quinta-feira o tempo melhorou e já permite o envio de auxílio aéreo para áreas planas.
O primeiro-ministro Wen Jiabao despachou mais 90 helicópteros para ajudar a levar mantimentos, primeiros-socorros e equipes de resgate às áreas incomunicáveis.
Cerca de 1.200 voluntários se juntaram à força de cinco mil médicos e profissionais de saúde que já estão em Sichuan.
Atendendo ao apelo do governo chinês, milhares de pessoas em cidades como Pequim e Xangai fazem fila para doar sangue, dinheiro e mantimentos para os afetados pelo terremoto.
O governo chinês anunciou nesta quinta que equipes japonesas especialistas em resgate serão enviadas ao país para ajudar a encontrar sobreviventes.
Agências de ajuda de Taiwan também estão enviando dois aviões carregados com mantimentos e equipamentos para resgate, além de voluntários.
Cerca de 150 toneladas de suprimentos – incluindo barracas, sacos de dormir e cobertores serão transportados nos dois primeiros aviões taiwaneses, doados por instituições de caridade e grupos religiosos.
Na quarta-feira, as autoridades chinesas estimaram que a situação no epicentro do terremoto seria “pior do que o esperado”.
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Sexta-feira, 20 de Junho de 200814:04
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São Paulo, 22 de abril de 2008 - Um tremor de terra foi sentido na cidade de São Paulo nesta terça-feira. Os estados do Rio de Janeiro e Paraná também foram atingindos. O epicentro do terremoto ocorreu a 270 km de São Vicente, localizada no litoral sul de São Paulo, e atingiu 5,2 graus na escala Richter, de acordo com o Serviço de Geologia dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês).
Integra do texto
São Paulo, 22 de abril de 2008 - Um tremor de terra foi sentido na cidade de São Paulo nesta terça-feira. Os estados do Rio de Janeiro e Paraná também foram atingindos. O epicentro do terremoto ocorreu a 270 km de São Vicente, localizada no litoral sul de São Paulo, e atingiu 5,2 graus na escala Richter, de acordo com o Serviço de Geologia dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês).
O Laboratório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB) também confirmou o tremor, e afirma que a área do epicentro tem uma atividade sísmica grande por ser uma plataforma continental, com interfaces de regiões mais densas e menos densas.
Os telefones do Corpo de Bombeiros estão congestionados devido ao elevado número de ligações efetuadas por moradores assustados. Não há registros de danos em imóveis e nem feridos.
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if ( ShockMode <= 0 ) then ShockMode = (IsObject(CreateObject("ShockwaveFlash.ShockwaveFlash.7")))
GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou hoje a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que agora tem o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde), com 259 votos favoráveis, 159 contrários e duas abstenções. Foram só dois votos a mais do que os 257 necessários para aprovar a proposta (veja quem votou a favor da nova contribuição).
Os deputados já haviam aprovado o texto-base da emenda 29 (que amplia o repasse de recursos para a saúde), mas votaram em separado a recriação do tributo. O texto segue agora para o Senado.
Sergio Lima/Folha Imagem
Maioria na Câmara, governo aprova emenda 29 e aprova recriação da CPMF: a CSS
Depois de um longo embate entre governo e oposição, que provocou o adiamento da votação da CSS por três vezes no plenário da Câmara, os governistas conseguiram assegurar maioria para aprovar a criação do novo tributo.
Apesar de deputados governistas criticarem a reedição da CPMF em ano eleitoral, a maioria acabou convencida a aprovar a matéria.
Para que a CSS fosse aprovada, o governo precisava do apoio de pelo menos 257 deputados ao projeto de lei complementar que regulamenta a emenda 29. Dos 383 parlamentares de partidos que integram a base de sustentação do governo na Câmara, 259 aprovaram a CSS --numa clara demonstração das resistências que a matéria provocou dentro das legendas governistas.
A oposição apresentou destaque para que a CSS fosse retirada do texto-base da emenda 29, uma vez que DEM e PSDB defendem que a criação do tributo seja discutida em um projeto de lei em separado à emenda. Com minoria no plenário, a oposição acabou derrotada pelos governistas, mas fez sucessivos protestos contra o novo tributo.
Deputados da oposição confeccionaram faixas e placas com os dizeres "Xô CPMF", além de vestirem jalecos e aventais médicos numa tentativa de convencer os parlamentares de que a CSS não vai melhorar a qualidade da saúde no país.
Com a aprovação do texto, a CSS será cobrada a partir do dia 1º de janeiro de 2009 sobre todas as movimentações financeiras realizadas no país. De autoria do relator Pepe Vargas (PT-RS), o projeto estabelece alíquota de 0,1% para o novo tributo. A proposta determina que a União repasse o total da variação do PIB (Produto Interno Bruto) mais a inflação e o valor global da CSS integralmente para a saúde.
A isenção do pagamento do tributo será limitada aos trabalhadores assalariados, aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) que recebem até R$ 3.038 por mês.
O projeto segue agora para votação no plenário do Senado, onde a oposição espera conseguir derrubar a criação da CSS. A base governista na Câmara incluiu a CSS no texto aprovado pelos senadores, com o argumento de que o Executivo não tem recursos para financiar o aumento de repasses na área da saúde sem a arrecadação do novo tributo. O Senado havia aprovado a emenda 29 sem incluir a criação da CSS.
Emendas
Irritada com a aprovação da CSS, a oposição acusa o governo de ter aumentado a liberação de emendas parlamentares para deputados da base aliada nos últimos dias em troca do apoio à matéria. Levantamento realizado pelo PSDB, com base em dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) do governo federal, mostra que os deputados dos principais partidos aliados do governo triplicaram os valores de emendas recebidas a partir do dia 3 de junho.
O PMDB --partido com a maior bancada na Câmara-- recebeu desde a semana passada pelo menos R$ 87 milhões em emendas. Até o dia 31 de maio, os valores diários de emendas para o PMDB não superaram R$ 670 mil. A partir do dia 3 de junho, segundo o levantamento, o menor valor diário recebido pelo partido em emendas foi de R$ 9,5 milhões, e o maior, R$ 35,2 milhões.
Já o PT, que é a segunda maior bancada da Câmara, recebeu mais de R$ 6 milhões diários em emendas. No dia 9 de junho, o valor chegou a R$ 22 milhões. Até o final de maio, de acordo com o levantamento, a média dos valores em emendas recebidas pelo partido foi da ordem de R$ 500 mil.
Outras legendas governistas como o PR, o PV e o PTB também tiveram ganhos significativos na liberação de emendas a partir do início de junho, segundo o levantamento da oposição.
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A base governista deve propor nesta quarta-feira (28) a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) em substituição à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A informação foi confirmada pela assessoria do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).
O chamado “imposto do cheque” foi derrubado pelo Senado em dezembro do ano passado. A idéia da CSS é criar uma nova fonte de recursos para a saúde com alíquota de 0,1% sobre as movimentações financeiras, percentual menor que o da CPMF, que era de 0,38%.
A base pretende apresentar a proposta como um substitutivo ao projeto de lei complementar 306/08, que regulamenta a emenda 29 e especifica aplicações na saúde.
O projeto entrará na pauta da Câmara dos Deputados nesta quarta.
O líder do governo estima que a nova contribuição arrecade R$ 10 bilhões ao ano. Ele disse que conta com o apoio dos parlamentares, mesmo da oposição.
“Muitos dos que votaram contra a CPMF disseram que, se fosse uma alíquota pequena, votariam a favor. Espero que consigamos apoio da maioria no Senado para garantir mais recursos para a saúde e fonte efetiva para estes recursos”, disse. Fontana também argumentou que a CSS traz de volta a possibilidade de se fiscalizar as movimentações financeiras.
A "argilotrônica" bem poderia ser a tentativa de incorporar funcionalidades eletrônicas em materiais feitos de cerâmica. Mas os engenheiros da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, estão pensando em algo muito mais "high- tech".
Claytronics
O termo em inglês, Claytronics, suscita uma idéia de plasticidade unida à eletrônica. O filme mostra bem a idéia dos pesquisadores. Por enquanto trata-se apenas de uma montagem digital para divulgar o conceito, que poderá um dia revolucionar a forma como os projetistas e designers criam novos produtos.
O projeto Claytronics combina robótica modular, sistemas microeletromecânicos (MEMS) e ciência da computação para criar uma versão tridimensional de qualquer objeto que possa ser desenhado no computador, em programas de CAD, por exemplo.
Dando concretude à informação
Segundo os pesquisadores, seu objetivo é transformar a informação - os bits digitais que representam as imagens - em formas tangíveis e interativas, de tal forma que os ambientes digitais possam ser experimentados sem que o usuário perceba a diferença entre o que é virtual e o que é real.
Cátomos
Os objetos tridimensionais não serão simplesmente projeções holográficas, mas objetos reais montados a partir de unidades básicas, que os pesquisadores batizaram de cátomos (Claytronics Atoms), os átomos da argilotrônica.
Os cátomos deverão ser capazes de se unir uns aos outros para formar os objetos. No limite, para que os materiais resultantes pareçam realmente lisos ao toque, milhões desses cátomos deverão participar na formação de cada objeto.
Um grupo internacional de cientistas lançou um manifesto alertando que é muito cedo para se iniciar o comércio de créditos de carbono obtidos por meio da chamada "fertilização do oceano" com ferro.
Fertilização dos oceanos
A fertilização dos oceanos com ferro é um dentre vários métodos que estão sendo propostos para diminuir a quantidade de CO2 na atmosfera. Algumas pesquisas mostram que o lançamento de ferro no oceano pode estimular o crescimento do plâncton.
Impactos negativos potenciais
Contudo, a eficiência desse processo ainda é uma incógnita e os eventuais impactos ecológicos não foram adequadamente estudados. "Há muitos impactos negativos potenciais e desconhecidos," resumiu o pesquisador Richard Lampitt, que assina o documento juntamente com colegas dos Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia, Holanda, Índia, Alemanha e Reino Unido.
Apesar das incertezas dos cientistas, já existem empresas privadas com planos para lançar enormes quantidades de ferro nos oceanos para gerar a venda de créditos de carbono.
Necessidade de comprovação
"Este grupo acredita que é prematuro vender créditos de carbono da primeira geração de experiências em escala comercial da fertilização dos oceanos, a menos que haja melhores demonstrações de que esta técnica remove eficazmente o CO2, retém esse carbono no oceano por um período quantificável de tempo, e que tem impactos ambientais aceitáveis e previsíveis," conclui o documento.
Bibliografia: Ocean Iron Fertilization--Moving Forward in a Sea of Uncertainty Ken O. Buesseler et al. Science 11 January 2008 Vol.: 319. no. 5860, p. 162 DOI: 10.1126/science.1154305
"A mudança climática é apenas metade da história," resume o pesquisador Leigh Raymond. Ele é parte de uma equipe que acaba de concluir um estudo que analisa os riscos socioclimáticos a que estão sujeitas as diversas regiões do planeta em razão das alterações no clima global.
Riscos socioclimáticos
"Nós temos que considerar como as diferentes sociedades são ameaçadas por estas alterações físicas de maneiras específicas. Áreas pobres têm menos recursos para lidar com o stress ambiental, enquanto áreas ricas têm uma quantidade maior de infraestrutura que pode ser perdida, e áreas com maior população têm mais vidas ameaçadas," diz ele.
O trabalho resultou no estabelecimento de parâmetros quantitativos que os cientistas esperam servir de base para as negociações internacionais que buscam distribuir as responsabilidades e os custos envolvidos na solução dos problemas ambientais globais.
Impactos sobre cada país
Os dados mostram, por exemplo, que países como China, Índia e Estados Unidos, que não aderiram ao protocolo de Kyoto, estão sujeitos a elevados riscos em relação a outros países - o fato de não ajudarem a resolver o problema não significa que eles sejam imunes a ele.
No novo modelo, aumento de temperatura, elevação do nível dos oceanos e alterações nos padrões de chuva são analisados em conjunto com os fatores socioeconômicos de cada região.
Integração de modelos
As conclusões, que são resultado da integração dos modelos de avaliação climática com os indicadores socioeconômicos, como pobreza, riqueza e densidade populacional, criando uma taxa de risco socioclimática para cada país individualmente, mostram que não há perdedores e nem ganhadores nessa situação - o que há são taxas diferenciadas de impacto para cada país.
Bibliografia: Indicators of 21st Century Socioclimatic Exposure Noah S. Diffenbaugh, Filippo Giorgi, Leigh Raymond, Xunqiang Bi Proceedings of the National Academy of Sciences December 18, 2007 Vol.: 104, n.51, 20195-20198 DOI: 10.1073pnas.0706680105
Cientistas descobriram que uma bactéria viva produz nanotubos semicondutores, uma descoberta que poderá viabilizar a criação de uma nova geração de equipamentos nanoeletrônicos.
Nanotubos biológicos
Esta é a primeira vez que os nanotubos são produzidos por meio biológicos e não químicos. O aspecto mais vantajoso levantado pela descoberta é que o processo biológico é mais barato e poderá ser menos danoso ao meio ambiente - embora restem considerações sobre a própria composição química dos nanotubos biológicos.
A bactéria, chamada Shewanella, induz a formação de nanotubos de sulfeto de arsênio, que possuem propriedades físicas e químicas únicas que não podem ser explicadas pelos químicos que os formam. Os nanotubos de sulfeto de arsênio são fotoativos, comportando-se como metais, com propriedades elétricas e fotocondutivas.
Arsênio
A intenção da pesquisa original era justamente procurar formas de combater a contaminação por arsênio - daí a utilização da Shewanella, que é uma metal-redutora.
No processo, que os cientistas ainda não sabem detalhar com precisão, a bactéria segrega polissacarídeos que parecem produzir um molde para que os nanotubos se formem.
Nanotubos semicondutores
Como o arsênio seria um problema por si mesmo, em termos de riscos ao meio ambiente, os cientistas agora querem descobrir uma espécie específica de bactéria que consiga produzir nanotubos de sulfeto de cádmio ou outro material semicondutor já utilizado pela indústria.
"Este é apenas um passo que aponta o caminho para futuras investigações," dizem os pesquisadores. "Cada espécie de Shewanella poderá ter implicações individuais para as propriedades de fabricação [dos nanotubos]."
Bibliografia: Biogenic formation of photoactive arsenic-sulfide nanotubes by Shewanella sp. strain HN-41 Ji-Hoon Lee et all. Proceedings of the National Academy of Sciences December 7, 2007 Vol.: Published online before print DOI: 10.1073/pnas.0707595104
A Via Láctea não tem um único halo, mas dois. A descoberta, feita por um grupo internacional de cientistas, indica claramente que o conhecido halo está dividido em dois componentes estruturais que se sobrepõem, um na parte mais interna e o outro na externa da galáxia.
Galáxias espirais
As galáxias espirais, como a que contém a Terra, são compostas por núcleo, disco e halo. Esse último é a região esférica que contorna a galáxia, tem menor densidade do que o disco e é formado basicamente por poeira. O halo fornece a oportunidade de vislumbrar os primeiros objetos formados no Universo, informação usada pelos astrônomos para melhorar os modelos de formação e evolução das galáxias.
Mapas tridimensionais de galáxias
No artigo agora publicado, a equipe coordenada por Timothy Beers, da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, analisaram dados de mais de 20 mil estrelas, dados estes colhidos pelo Sloan Digital Sky Survey, ambicioso projeto que pretende cobrir mais de um quarto do céu para a produção de mapas tridimensionais de cerca de 1 milhão de galáxias e quasares.
Halos
O resultado indica que o halo interno se formou provavelmente por meio de sucessivas fusões de galáxias menores mas massivas, enquanto o externo teria se originado a partir de estruturas menores que foram dilaceradas pela força gravitacional da Via Láctea.
Os dois teriam se formado em momentos distintos, com o externo em primeiro lugar. Os halos se movimentam em direções contrárias: o interno movendo-se em sentido horário, a cerca de 80 mil quilômetros por hora e junto com a rotação da galáxia; o externo no sentido anti-horário e com o dobro da velocidade. O halo interno tem ainda maiores quantidades de elementos mais pesados do que o hélio.
Primeiros objetos do Universo
"Ao examinar os movimentos e a assinatura química das estrelas, pudemos ver que os halos interno e externo são muito diferentes e foram provavelmente originados de modos diversos em tempos distintos", disse Daniela Carollo, do Observatório de Turim, na Itália, e da Universidade Nacional da Austrália, outra autora do estudo.
"A descoberta dos dois halos fornece um retrato muito mais claro da formação dos primeiros objetos na Galáxia e em todo o Universo", disse Beers. A idade estimada da Via Láctea é de 13,6 bilhões de anos, o que é quase o tempo do próprio Universo - que se estima ser de 13,7 bilhões.
Bibliografia: Two stellar components in the halo of the Milky Way Daniela Carollo et all. Nature Physics 13 Dec 2007 Vol.: 450, 1020 - 1025 DOI: 10.1038/nature06460
Represar o Mar Vermelho, eliminando sua ligação com os outros oceanos da Terra, para construir uma represa capaz de gerar 50 gigawatts de eletricidade. A proposta impressiona, mesmo antes de se ter tempo para analisá-la com mais cuidado. A pergunta que vem mais prontamente é: quanto vale o progresso? Ainda que já denote um discurso e um julgamento, a questão é válida. Será que podemos alterar nosso planeta em tão larga escala para atender às regras de um sistema econômico que se caracteriza por gerar desigualdades e que não sabe distribuir os seus frutos?
Mas o julgamento fácil e apressado nunca é uma boa recomendação e uma olhada no mapa dos países que irão se beneficiar do projeto, caso ele venha a ser realizado, traz ainda mais dúvidas. Basta falar em Etiópia e Somália para se perceber que se trata de uma das regiões mais pobres do globo. Por outro lado, lá está também a Arábia Saudita, com a maior reserva de petróleo do mundo.
Outro argumento que se levantou na imprensa internacional tão logo o projeto foi divulgado questiona a legitimidade dos habitantes de países que já se desenvolveram para opor-se ao desenvolvimento dos povos mais necessitados. Ainda mais sob a alegação de que eles estariam destruindo bens que são de toda a humanidade, quando esses próprios países desenvolveram-se à custa da exploração sem cuidado de seus territórios, que também poderia argüir-se serem de todos.
Não gosto deste último argumento, porque tento ver a humanidade como um todo, tenho certeza de que este é o nosso futuro. E erros passados não devem servir como justificativa para novos erros. Mas também não gosto de uma oposição pura e radical. Fica fácil falar o que aqueles países não podem fazer - o que não se pode esquecer que isso traz a responsabilidade de oferecer alternativas. Eles têm direito ao desenvolvimento e de matar a fome de seus cidadãos.
Se não temos a solução, por onde poderíamos então pelo menos começar a procurá- la? Nas novas tecnologias? Talvez. Na semana passada falamos das opções estratégicas por fontes de energia que ainda são muito caras - mais especificamente sobre um coletor solar que poderá enviar a energia para a superfície por meio de um feixe de microondas. Não seria estratégico matar a fome de milhões de pessoas? Por que não testar a nova tecnologia justamente abastecendo dois dos países mais pobres do mundo? Os Estados Unidos estão em dívida com o planeta ao não assinarem o protocolo de Kyoto com o frágil argumento de que o protocolo não é bom o suficiente. Seria uma primeira parcela interessante para o resgate de uma dívida muito maior.
O sistema de detecção de movimentos permitirá que o corpo inteiro do jogador seja digitalizado no interior do jogo. Nada de comandar seu personagem pelo joystick - o personagem terá exatamente os seus movimentos.
Cientistas da IBM anunciaram o desenvolvimento de uma tecnologia óptica que permitirá a utilização de luz, ao invés de fios de cobre, para a troca de informações entre os diversos processadores que hoje formam os supercomputadores.
A técnica é especialmente útil para revelar doenças em tecidos que não podem ser visualizados com raios-X ou mesmo com ultra-som. É o caso de áreas com alta densidade de vasos sangüíneos muito finos, como região atingidas por tumores.
A proposta é provavelmente o maior projeto de engenharia já concebido pelo homem: represar o Mar Vermelho, eliminando sua ligação com os outros oceanos da Terra, para construir uma represa capaz de gerar 50 gigawatts de eletricidade.
Grandes terremotos emitem um gigantesco pulso de ondas eletromagnéticas, dias ou até semanas antes de ocorrerem. Mas não existem instalações de monitoramento que possam detectar essas ondas e emitir os avisos para a população.
Lançada em setembro de 2006, a sonda espacial japonesa Hinode ("nascer do sol") tem a missão de desvendar vários dos mistérios do Sol. Os primeiros resultados da missão acabam de ser publicados em uma seção especial da revista Science.
O programa é de código aberto, de distribuição gratuita e oferece ferramentas para o desenho de plantas de movimentação de atores e de posicionamento dos cenários e adereços, além de poder ser utilizado em sala de aula.
Cientistas descobriram que nanopartículas de argila resolvem os dois problemas do plástico biodegradável mais promissor. Produzido por bactérias, ele fica muito mais maleável e tem sua biodegradabilidade controlada pelas nanopartículas.
Os debates são feitos por meio de chat e são abertos ao público, sempre com um especialista em nanotecnologia. Os próximos encontros vão discutir simulações computacionais, fabricação de nanoestruturas e processos preliminares à nanotecnologia.
A idéia é utilizar os carros elétricos como um sistema de armazenamento de eletricidade que pode ser utilizado de forma automática pelo sistema nacional de distribuição de energia. O sistema já foi testado na prática e funcionou.
Encontro discute os prós e contras do desenvolvimento científico, que tem contribuído para o bem-estar da humanidade ao longo da história, mas também possibilitou desastres humanitários e ambientais de proporções incalculáveis.
Os projetos deverão abordar os setores industriais com temas como semicondutores, software, fármacos, bens de capital, biotecnologia, biomassa, energias alternativas, aeroespacial, biocombustíveis e energia nuclear.
Pesquisadores estão agora mais próximos do que nunca da produção de nanitos, robôs que medem apenas alguns milímetros e que podem realmente imitar o comportamento de insetos, como formigas.
O "Robô Mobilidade" tem uma autonomia de 20 quilômetros, mas suas baterias podem ser recarregadas em apenas um hora. Ele anda a até 6 km/h e consegue subir aclives de até 10 graus.
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