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Profª. Leila Garrido


Risco socioclimático

Meio ambiente

Risco socioclimático mostra impacto das alterações do clima sobre cada país

Da redação
26/12/2007
Risco socioclimático mostra impacto das alterações do clima sobre cada país
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"A mudança climática é apenas metade da história," resume o pesquisador Leigh Raymond. Ele é parte de uma equipe que acaba de concluir um estudo que analisa os riscos socioclimáticos a que estão sujeitas as diversas regiões do planeta em razão das alterações no clima global.

Riscos socioclimáticos

"Nós temos que considerar como as diferentes sociedades são ameaçadas por estas alterações físicas de maneiras específicas. Áreas pobres têm menos recursos para lidar com o stress ambiental, enquanto áreas ricas têm uma quantidade maior de infraestrutura que pode ser perdida, e áreas com maior população têm mais vidas ameaçadas," diz ele.

O trabalho resultou no estabelecimento de parâmetros quantitativos que os cientistas esperam servir de base para as negociações internacionais que buscam distribuir as responsabilidades e os custos envolvidos na solução dos problemas ambientais globais.

Impactos sobre cada país

Os dados mostram, por exemplo, que países como China, Índia e Estados Unidos, que não aderiram ao protocolo de Kyoto, estão sujeitos a elevados riscos em relação a outros países - o fato de não ajudarem a resolver o problema não significa que eles sejam imunes a ele.

No novo modelo, aumento de temperatura, elevação do nível dos oceanos e alterações nos padrões de chuva são analisados em conjunto com os fatores socioeconômicos de cada região.

Integração de modelos

As conclusões, que são resultado da integração dos modelos de avaliação climática com os indicadores socioeconômicos, como pobreza, riqueza e densidade populacional, criando uma taxa de risco socioclimática para cada país individualmente, mostram que não há perdedores e nem ganhadores nessa situação - o que há são taxas diferenciadas de impacto para cada país.


Bibliografia:
Indicators of 21st Century Socioclimatic Exposure
Noah S. Diffenbaugh, Filippo Giorgi, Leigh Raymond, Xunqiang Bi
Proceedings of the National Academy of Sciences
December 18, 2007
Vol.: 104, n.51, 20195-20198
DOI: 10.1073pnas.0706680105


Escrito por Professora: Leila Garrido às 19h57
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Bactéria produz nanotubos semicondutores por processo biológico natural

Bactéria produz nanotubos semicondutores por processo biológico natural

Da redação
26/12/2007
Bactéria produz nanotubos semicondutores por processo biológico natural
[Imagem: Hor-Gil Hur, GIST]
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Cientistas descobriram que uma bactéria viva produz nanotubos semicondutores, uma descoberta que poderá viabilizar a criação de uma nova geração de equipamentos nanoeletrônicos.

Nanotubos biológicos

Esta é a primeira vez que os nanotubos são produzidos por meio biológicos e não químicos. O aspecto mais vantajoso levantado pela descoberta é que o processo biológico é mais barato e poderá ser menos danoso ao meio ambiente - embora restem considerações sobre a própria composição química dos nanotubos biológicos.

A bactéria, chamada Shewanella, induz a formação de nanotubos de sulfeto de arsênio, que possuem propriedades físicas e químicas únicas que não podem ser explicadas pelos químicos que os formam. Os nanotubos de sulfeto de arsênio são fotoativos, comportando-se como metais, com propriedades elétricas e fotocondutivas.

Arsênio

A intenção da pesquisa original era justamente procurar formas de combater a contaminação por arsênio - daí a utilização da Shewanella, que é uma metal-redutora.

No processo, que os cientistas ainda não sabem detalhar com precisão, a bactéria segrega polissacarídeos que parecem produzir um molde para que os nanotubos se formem.

Nanotubos semicondutores

Como o arsênio seria um problema por si mesmo, em termos de riscos ao meio ambiente, os cientistas agora querem descobrir uma espécie específica de bactéria que consiga produzir nanotubos de sulfeto de cádmio ou outro material semicondutor já utilizado pela indústria.

"Este é apenas um passo que aponta o caminho para futuras investigações," dizem os pesquisadores. "Cada espécie de Shewanella poderá ter implicações individuais para as propriedades de fabricação [dos nanotubos]."


Bibliografia:
Biogenic formation of photoactive arsenic-sulfide nanotubes by Shewanella sp. strain HN-41
Ji-Hoon Lee et all.
Proceedings of the National Academy of Sciences
December 7, 2007
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.0707595104


Escrito por Professora: Leila Garrido às 19h55
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Via Láctea tem dois halos, girando em direções opostas

Via Láctea tem dois halos, girando em direções opostas

Agência FAPESP
21/12/2007
Via Láctea tem dois halos, girando em direções opostas
[Imagem: SDSS.ORG]
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A Via Láctea não tem um único halo, mas dois. A descoberta, feita por um grupo internacional de cientistas, indica claramente que o conhecido halo está dividido em dois componentes estruturais que se sobrepõem, um na parte mais interna e o outro na externa da galáxia.

Galáxias espirais

As galáxias espirais, como a que contém a Terra, são compostas por núcleo, disco e halo. Esse último é a região esférica que contorna a galáxia, tem menor densidade do que o disco e é formado basicamente por poeira. O halo fornece a oportunidade de vislumbrar os primeiros objetos formados no Universo, informação usada pelos astrônomos para melhorar os modelos de formação e evolução das galáxias.

Mapas tridimensionais de galáxias

No artigo agora publicado, a equipe coordenada por Timothy Beers, da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, analisaram dados de mais de 20 mil estrelas, dados estes colhidos pelo Sloan Digital Sky Survey, ambicioso projeto que pretende cobrir mais de um quarto do céu para a produção de mapas tridimensionais de cerca de 1 milhão de galáxias e quasares.

Halos

O resultado indica que o halo interno se formou provavelmente por meio de sucessivas fusões de galáxias menores mas massivas, enquanto o externo teria se originado a partir de estruturas menores que foram dilaceradas pela força gravitacional da Via Láctea.

Os dois teriam se formado em momentos distintos, com o externo em primeiro lugar. Os halos se movimentam em direções contrárias: o interno movendo-se em sentido horário, a cerca de 80 mil quilômetros por hora e junto com a rotação da galáxia; o externo no sentido anti-horário e com o dobro da velocidade. O halo interno tem ainda maiores quantidades de elementos mais pesados do que o hélio.

Primeiros objetos do Universo

"Ao examinar os movimentos e a assinatura química das estrelas, pudemos ver que os halos interno e externo são muito diferentes e foram provavelmente originados de modos diversos em tempos distintos", disse Daniela Carollo, do Observatório de Turim, na Itália, e da Universidade Nacional da Austrália, outra autora do estudo.

"A descoberta dos dois halos fornece um retrato muito mais claro da formação dos primeiros objetos na Galáxia e em todo o Universo", disse Beers. A idade estimada da Via Láctea é de 13,6 bilhões de anos, o que é quase o tempo do próprio Universo - que se estima ser de 13,7 bilhões.


Bibliografia:
Two stellar components in the halo of the Milky Way
Daniela Carollo et all.
Nature Physics
13 Dec 2007
Vol.: 450, 1020 - 1025
DOI: 10.1038/nature06460


Escrito por Professora: Leila Garrido às 19h49
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